Casar em Las Vegas é um verdadeiro sonho!

Casar em Las Vegas é um verdadeiro sonho!

Matéria produzida por Thais Oliveira em 18/01/2016 pelo portal Minas 01

Cerimonial Las Vegas

Casamento em Las Vegas

Iala e Eduardo:
A celebração foi numa boate. “Jogamos cartas, mas perdemos. Sorte no amor”, diz Iala

Caça-níqueis, jogos de cartas, noites regadas a bebidas… Se a única ideia que você faz de Las Vegas está concentrada em cassinos, onde tudo pode, trate de ampliá-la. A cidade, conhecida também como “capital mundial dos casamentos”, está cada vez mais fazendo jus ao apelido. E nem é somente para quem, de repente, resolve se casar. Estamos falando de cerimônias previamente planejadas, com toda “pompa e circunstância”. Afinal, o que acontece em Vegas, agora, nem sempre, fica em Vegas. Pelo menos, para uma boa turma de brasileiros.

Os motivos da escolha vão do financeiro ao romântico. O último, com certeza, se encaixa na história da bancária Iala Assis, 29 anos, e do empresário Eduardo Gontijo, 36. Residentes em BH, eles selaram a união em setembro de 2013. “Achava que casar em Las Vegas era uma coisa sem sentimento”, diz Iala.

Antes do matrimônio, ela e o marido já moravam juntos há um ano e, como nunca fizeram questão da celebração tradicional, se identificaram com a proposta. “Fizemos uma festa no Brasil e casamos no civil (dias antes), mas a gente queria uma bênção. E a cerimônia em Las Vegas foi muito bonita, porque o ministro contou a nossa história, teve passagens bíblicas e joguei o buquê na porta da igreja, que é linda”, diz Iala, com o mesmo ar alegre daqueles que acabaram de dizer o “sim” em frente ao altar.

A felicidade é compartilhada pelo marido. “Foi bastante emocionante, teve música com o Elvis, fotos… Depois, andamos numa limusine com os amigos. Foi superbacana”, frisa Eduardo. “O pessoal de lá é alucinado por casamento. Paramos numa praça de alimentação e o pianista tocou uma música para nós. Fico com vontade de chorar só de lembrar. Foi a melhor coisa que a gente fez”, recorda Iala, emocionada.

Mercado promissor

Norte-americano por nascença e mineiro de coração, o fundador do Cerimonial Las Vegas, Jaime Jimenez, entrou no negócio após identificar que muitos brasileiros estavam indo se casar na cidade. “Durante a cerimônia passamos pela bíblia, fazemos uma explicação sobre o que significa uma aliança e, no fim, tem a famosa jura de amor. Procuramos fazer algo mais leve, por isso, tem o lado da brincadeira, mas também o da seriedade”, pontua.

Conforme ele, no local, são retiradas de 80 a 100 mil licenças oficiais de casamento por ano – fora as renovações de votos. “É muito mais barato se casar lá. O nosso pacote mais caro, por exemplo, sai por US$ 825. É um negócio lucrativo por causa do volume”. Em 2015, foram realizados 467 casamentos somente pelo cerimonial Las Vegas, que cuida de casais brasileiros.

Sobre a mística que envolve casar-se na “cidade do pecado”, Jimenez trata logo de esclarecê-la. “Existe uma ilusão de que, lá, o casamento é realizado como nos filmes, mas não é nada daquilo. Há 50, 70 anos, existia, sim, isso de conhecer alguém e se casar em seguida. Agora, tudo é bem sério. Se notarmos que a pessoa está bêbada, ela não se casa; o mesmo é feito pelos outros cerimoniais”, assegura.

Casamento de casais amigados e renovação de votos são comuns

Jimenez explica que é muito comum fazer casamentos de casais que estão juntos há muitos anos, porém sem uma oficialização da união. Foi assim com Mara Viana, 54, e o Mário Lúcio Nunes, 58, que vivem na mesma casa há 28 anos e têm dois filhos juntos – uma moça de 25 anos e um rapaz de 18. “Meus filhos acharam muita modernidade ver os pais se casarem em Las Vegas e acompanharem tudo pela internet em tempo real”, brinca Mara, que mora em BH.

A celebração ocorreu em setembro passado, com tudo que uma noiva tem direito: vestido branco, buquê de flores e troca de alianças. “Tudo foi surpreendente. Gostei muito do fato de entrar numa limusine depois e dar a volta na cidade também. Além disso, fazer casamento no Brasil é muito mais caro, e olha que pegamos o melhor pacote e já fizemos as fotos junto. Foi muito bacana, inclusive a parte do cartório. Agora, vamos
fazer a transferência do documento para o Brasil”, afirma ela.

Além do casamento legalizado, pelo qual Mara optou, há outras duas modalidades: cerimônia de comprometimento (sem valor legal) e renovação de votos. Marco e Cristina aguardam ansiosamente por esta última opção. Casados no civil há 15 anos, eles vão realizar o sonho de casar como manda o figurino, no próximo dia 29.

Os sobrenomes do casal, que vivem no Rio Grande do Sul, foram resguardados pela reportagem, mas por uma boa causa: o casório será uma surpresa para a família. “Sempre tive vontade de casar de vestido de noiva e acho que vai ser diferente, porque a gente vai viajar com os nossos filhos. Será a nossa primeira vez no exterior”, afirma Cristina.

 

Destination wedding’ é tendência, dizem especialistas

Marcella Lisa, 28, do blog Berries and Love, especializado em casamentos, conta que está cada vez mais forteo “destination wedding” – isto é, noivos que escolhem se casar numa cidade diferente. “Além de Las Vegas,tenho visto noivos procurando as vinícolas do Chile, região de Toscana, castelos em Paris… O recorde é o Caribe”, destaca ela.

A blogueira frisa que é preciso se dispor de muitas informações antes de tomar a decisão de se casar no exterior. Entre as dicas, ela destaca: os noivos têm que se lembrar de passar informações detalhadas sobre a viagem aos convidados; ter em mente se há condições financeiras de levar as pessoas queridas e avaliar se isso é importante ou não para os noivos; analisar se será necessário levar profissionais da beleza que jáe stão acostumados com a qualidade do serviço; escolher um cerimonial de confiança e experiente neste ramo;planejar com antecedência de ao menos um ano e meio para garantir que tudo sairá conforme o desejo dos noivos.

Para Marcella, entre os motivos que levam os noivos a concretizar a união no exterior está o fato de poder ter uma cerimônia mais intimista, ao contrário da megaprodução muito comum no Brasil. “É uma forma de diminuir a quantidade dos convidados e aumentar a qualidade, porque vai apenas quem realmente é importante. Também tenho visto que eles buscam um cenário do amor. Quem sai do Brasil para se casar é realmente por amor, já que, hoje, as pessoas podem simplesmente ir morar juntas”, conclui

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